sexta-feira, 8 de março de 2013

Sem mentiras



Pescaria inusitada - Sem mentira!


Logo de madrugada, com o dia ainda escuro
Comecei minha jornada rumo ao rio, para pescar
Tão logo peguei a estrada, com o equipamento todo
O céu, quase sem nuvens, começou a clarear

Raios de sol surgiam com uma beleza sem par
Uma ou outra nuvem brilhava, a manhã anunciando
Logo, os pássaros canoros começavam a cantar
Outras aves iam surgindo no céu esvoaçando

Nas baixadas, uma leve bruma, de longe eu percebia
Mas, quando ia me aproximando, a bruma desaparecia
O sol despontou no horizonte, vermelho ele se mostrava
Mas, na medida em que subia, a sua cor amarelava

Chegando à beira do rio, preparei o acampamento
Organizei minha tralha, tudo em um breve momento
Anzóis iscados na água, uma ceva generosa
Fiquei esperando os peixes, expectativa gostosa.

Logo, um curimbatá, de dois quilos, com certeza,
Foi fisgado, lutou bastante, aproveitando a correnteza
Mas eu venci aquela luta, e o peixe logo peguei
Tirei-o da água então, e no meu covo o coloquei

Em seguida, as piaparas começaram a beliscar
Uma ou outra eu fisgava, algumas deixava escapar
Piauçus, piaus, piranhas, lambaris e sagüirus
Pintados, piraputangas, dourados, cacharas, pacus

Tantos peixes diferentes, eu fisguei naquele dia
Peixes pequenos e grandes faziam a minha alegria
Porém, logo, às sete horas, eu fiquei muito tristonho
Descobri que a pescaria não passara de um sonho.

Tão injuriado estava que briguei com minha filha
Que pegara o despertador e lhe tirara as pilhas
Agora já era tarde para pensar em pescar
Decidido, deitei-me de novo, e continuei a sonhar



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