sexta-feira, 8 de março de 2013

Poetando




Um dia destes,  menina,
eu estava poetando,
poetei uns versos lindos,
e então fiquei recitando.

Os versos falavam das flores,
(aquelas que você tem)
e comparavam as flores, menina,  
você adivinha com quem?

Comparavam teus lábios à rosa, menina,
e o teu rosto ao jasmim.
(Se você lesse estes versos,
você corria para mim)

Mesmo não sendo poeta, 
eu me pego a poetar,
pois todo homem poeta, menina,
quando começa a amar.

Você também tem poetado, menina,
poesias só para mim.
(Poemas são tuas palavras...
teus beijos... você, enfim

Você me poeta e eu te poeto
sobre todos os assuntos.
O amor e a poesia farão, menina,
que estejamos sempre juntos.

E juntos poetaremos, menina,  
da noitinha ao amanhecer.
E ensinaremos poesias,
para o filho que nos nascer.

Menina, eu te amo






                    MENINA, EU TE AMO!



Falando, ou andando, ou parado, ou calado,
       estou sempre pensando, estou sempre lembrando
             que estás sempre ao meu lado.


       E assim, vou vivendo
             a felicidade
                    de saber que te tenho!


Por saber que te tenho,
       para sempre, ao meu lado
             já não me preocupo, já não me entristeço,
                    pois eu sei que te tenho!

              
Se estás sempre ao meu lado,
       e eu, ao teu lado,
             seremos felizes


E, andando, ou falando, ou parado,
       (até mesmo calado !)
             estou sempre dizendo:

                           Menina, eu te amo !

Sem mentiras



Pescaria inusitada - Sem mentira!


Logo de madrugada, com o dia ainda escuro
Comecei minha jornada rumo ao rio, para pescar
Tão logo peguei a estrada, com o equipamento todo
O céu, quase sem nuvens, começou a clarear

Raios de sol surgiam com uma beleza sem par
Uma ou outra nuvem brilhava, a manhã anunciando
Logo, os pássaros canoros começavam a cantar
Outras aves iam surgindo no céu esvoaçando

Nas baixadas, uma leve bruma, de longe eu percebia
Mas, quando ia me aproximando, a bruma desaparecia
O sol despontou no horizonte, vermelho ele se mostrava
Mas, na medida em que subia, a sua cor amarelava

Chegando à beira do rio, preparei o acampamento
Organizei minha tralha, tudo em um breve momento
Anzóis iscados na água, uma ceva generosa
Fiquei esperando os peixes, expectativa gostosa.

Logo, um curimbatá, de dois quilos, com certeza,
Foi fisgado, lutou bastante, aproveitando a correnteza
Mas eu venci aquela luta, e o peixe logo peguei
Tirei-o da água então, e no meu covo o coloquei

Em seguida, as piaparas começaram a beliscar
Uma ou outra eu fisgava, algumas deixava escapar
Piauçus, piaus, piranhas, lambaris e sagüirus
Pintados, piraputangas, dourados, cacharas, pacus

Tantos peixes diferentes, eu fisguei naquele dia
Peixes pequenos e grandes faziam a minha alegria
Porém, logo, às sete horas, eu fiquei muito tristonho
Descobri que a pescaria não passara de um sonho.

Tão injuriado estava que briguei com minha filha
Que pegara o despertador e lhe tirara as pilhas
Agora já era tarde para pensar em pescar
Decidido, deitei-me de novo, e continuei a sonhar



Voltar



                          VOLTAR?

             Você diz que eu prometi voltar, mas...
             voltar para quem?
voltar para onde?
voltar para quê?


       Já não existe mais a menina,
             de olhos brilhantes e lábios carnudos,
             tão meiga,
sincera,
amável...


       A casa também já não existe.
             Ali, agora, passa uma avenida,
             tão larga,
tão movimentada,
tão feia...

      
       E o motivo acabou!
             Hoje, você me olha tão fria...
             talvez nem se lembre que um dia
             me prometeu tanto amor.


       Eu prometi voltar, é verdade, mas
Voltar pra onde?          
eu ainda existo,
mas onde está ela?
                          
              Como eu posso cumprir?